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Thread: Cinema:

  1. #81
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    Sequestro relâmpago

    A diretora brasileira Tata Amaral toma um rumo muito mais interessante em Sequestro Relâmpago. Inspirada por uma história real, ela leva o espectador a sentir empatia também pelos sequestradores conforme sua protagonista luta para sobreviver à noite mais longa de sua vida.

    Saindo de um bar com as amigas, Isabel (Marina Ruy Barbosa) é abordada por dois homens que anunciam o sequestro. A intenção de Matheus (Sidney Santiago Kuanza) e Japonês (Daniel Rocha), claramente inexperientes, é sacar um dinheiro da conta dela e partir para a próxima vítima. No entanto, as coisas não correm conforme o planejado e a dupla toma a arriscada decisão de mantê-la refém até o amanhecer.

    Era de se imaginar que, com essa sinopse, o filme seria predominantemente tenso. No entanto, Amaral quebra essa expectativa e alterna cenas realmente intimidantes com momentos leves, mostrando o trio se identificando e encontrando pontos em comum. É um dos grandes méritos da produção: vítima e sequestradores são enxergados como seres humanos e, portanto, têm sentimentos e histórias para além do crime.

    Para trabalhar a complexidade de cada um, o roteiro não relativiza o sequestro. Na realidade, coloca os jovens constantemente diante de escolhas e encontra a humanidade deles nas decisões delicadas e nos erros. Assim, ao passo que mostra a evolução da sua protagonista, primeiramente uma menina assustada, para uma mulher em busca da sua voz em um contexto tão opressor, Sequestro Relâmpago evidencia que o principal motor violência urbana é, sim, a desigualdade.

    Deste modo, os debates sociais, pontos focais da narrativa, não são vazios, nem caem no panfletário. O conceito do longa se sustenta sobretudo nas performances e, sem exceção, os três atores transitam com naturalidade nos diferentes níveis de tensão, revelando gradualmente a tridimensionalidade dos personagens. Sidney Santiago Kuanza, porém, é um claro destaque. Mesmo contido, ele cria tantas camadas que é difícil formular uma opinião definitiva sobre Matheus. Tudo o que o personagem fez é condenável, mas o ator estabelece uma relação de afinidade por ele e torna inevitável a decepção com suas atitudes.

    Embora existam uma ou outra quebra de ritmo, causadas sobretudo pelos momentos de deslocamentos pela cidade, Sequestro Relâmpago espertamente se vale das incongruências sociais de São Paulo para trazer para a mesa uma discussão necessária sobre a violência contra a mulher e a desigualdade social no Brasil. Argumentos estes que não devem ficar datados tão cedo.

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  3. #82
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    As novas super-heroínas do cinema e da TV

    O time das mulheres superpoderosas vai ganhar três novos nomes nos próximos meses. A primeira a brilhar nas telas é Mera, a princesa de Atlântida, que tem papel de destaque ao lado do Jason Momoa, o Aquaman. Na televisão temos a estreia da Batmulher, que vai ajudar o Flash e a Supergirl em mais um daqueles crossovers dos seriados da DC Comics. E no ano que vem teremos a aguardada estreia da Capitã Marvel, Carol Danvers, que, como todos se lembram, foi convocada pelo Nick Fury do Samuel L. Jackson para derrotar o gigante Tanos depois do vexame dos Vingadores na Guerra Infinita.

    -Mera, que emerge das ondas do mar no filme solo do Aquaman, previsto para chegar aos cinemas no dia 13 de dezembro. Mera é interpretada pela loira Amber Heard, que vimos brevemente nesse papel no filme da Liga da Justiça.


    -Na televisão, onde vivem os super-heróis menos cotados, teremos a estreia da Batmulher, na série Elseworlds do The Flash. Ela será interpretada pela atriz Ruby Rose, que trabalhou naquele filme do Megatubarão. Não confunda a Batwoman com a Batgirl, são personagens diferentes apesar de usarem aquela roupa preta dos batheróis. Batgirl é a Bárbara Gordon, filha do comissário Gordon que vive em Gothan City. Já a Batmulher é a ruiva Kate Kane, que vai parar em Star City quando Barry Allen, o Flash e Oliver Queen, o Arqueiro Verde, trocam de identidade devido às maquinações de um super-vilão. Tá meio confuso? É por isso que a Supergirl Kara Danvers, da Melissa Benoist, vai estar lá para consertar tudo.

    -Por último e, não menos importante, é claro que a Marvel não ia ficar quieta em meio a essa invasão das mulheres da DC Comics. O filme da Capitã Marvel, com a loira Brie Larson, deve chegar aos cinemas em março de 2019. Será um filme solo, explicando como a aviadora Carol Danvers ganhou superpoderes ao ser abduzida por alienígenas. O que é ótimo já que o nosso planeta Terra vai ficar no meio de uma guerra entre duas poderosas raças de extraterrestres.
    Como é costume no mundo dos super-heróis o filme vai introduzir a personagem ao público. Depois ela estará pronta para entrar na briga dos Vingadores, no quarto filme do grupo que só chega aos cinemas no dia 2 de maio de 2019.

    Aguardem, assistam e curtam!

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  5. #83
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    Liga da Justiça

    Não é de hoje que o diretor Zack Snyder está usando a rede social Vero para compartilhar fotos inéditas do set de Liga da Justiça. Porém, desde que o filme foi lançado e se tornou alvo de muitas críticas, alguns espectadores torcem para que, assim como em Batman vs Superman, a Warner libere o corte do diretor (via Polygon).

    A versão finalizada de Snyder virou uma espécie de mito nas redes sociais. Fãs foram para a frente do estúdio, vestidos como os heróis da Liga, protestar (veja aqui); mais de 130 mil pessoas assinaram uma petição exigindo a liberação do corte original (veja aqui); e até mesmo uma campanha de financiamento coletivo foi criada para arrecadar fundos para um documentário que investigaria o que deu errado com o projeto inicial do diretor (veja aqui).

    A Warner nunca confirmou ou negou a existência dessa versão, mas Snyder deu a atender, no Vero, que ela realmente estava quase concluída. Quando uma usuária compartilhou um link com o título "O corte de Zack Snyder estava mais completo do que você imagina", o diretor deixou seu like, quase como um sinal de aprovação (veja aqui).

    Em abril deste ano, Snyder deu mais detalhes sobre a trama, afirmando que Lois Lane morreria, deixando o Homem de Aço frágil e vulnerável ao controle de Darkseid - leia aqui aqui. Em junho, um membro da equipe confirmou a existência do corte, que teria parado antes da fase de pós-produção - confira aqui.

    Apesar disso, Henry Cavill falou em uma entrevista de julho que não acredita que o corte faria alguma diferença: "Eu acho que pode ser divertido para assistir e dizer 'olha, eles tiraram esta parte, mas não é algo que mudaria alguma coisa para o estúdio, não fará rios de dinheiro de repente" - leia mais aqui.

    De acordo com fontes consultadas pelo Collider, o corte inicial do diretor era "inassistível", informação corroborada pelo jornalista Josh L. Dickey, que ainda afirmou que Joss Whedon foi contratado para substituir Snyder meses antes do afastamento completo dele. Dickey ainda diz que a saída de Snyder não se deu somente por problemas pessoais: ele teria sido demitido (entenda).

    Fato é que, de outubro de 2017 para cá, Zack Snyder está compartilhando imagens que nunca chegaram aos cinemas, como Barry Allen (Ezra Miller) com uma camisa que faz referência ao Contos do Cargueiro Negro - uma espécie de easter egg de Watchmen - e a atriz Kiersey Clemons, que teve sua participação completamente cortada, no set. Alguns fãs acreditam que, mesmo se a Warner não liberar o corte do diretor, este seria o jeito de ele mostrar sua abordagem da história.

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    Os cavaleiros do zodíaco – dubladores originais brasileiros participarão do remake

    cavaleiro do zodicaco.jpegEssa semana, a Netflix liberou o primeiro cartaz de seu remake da clássica série Cavaleiro dos Zodíaco. Na arte, vemos Seiya de Pégaso com seu tradicional uniforme, porém diferente da versão original do anime, desta vez, a Netflix irá adaptar a saga com gráficos em terceira dimensão.

    Ao que parece, a plataforma de streaming está extremamente focada em se manter o mais fiel possível ao material original, o que significa que ela irá utilizar até mesmo os queridos dubladores brasileiros originais, ou ao menos parte deles. Segundo o dublador Francisco Bretas (Hyoga de Cisne), ele já estaria trabalhando no processo de dublagem da série junto com outros colegas. Em seu Instagram, Hermes Baroli (Seiya de Pégaso) também já sinalizou que está trabalhando no projeto.

    Ao que parece, um trailer dublado já pode estar pronto e deve ser liberado em breve. Ainda não se sabe qual será o estúdio de dublagem responsável pela nova série, mas alguns fãs acreditam que o trabalho deve ficar por conta da Dubrasil, que trabalhou nos últimos projetos da franquia.

    A nova série de Os Cavaleiros do Zodíaco está prevista para chegar ao catálogo da Netflix entre os meses de junho e setembro de 2019. A primeira temporada composta de 12 episódios e deve abordar o início da Guerra entre os Cavaleiros de Prata. Eugene Son (Avengers: Secret Wars) ficará responsável pelos roteiros, enquanto Yoshiharu Ashino (D.Gray-man Hallow) assume a direção.

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    Bohemian Rhapsody se torna uma das cinebiografias musicais mais vistas da história

    Bohemian Rhapsody já arrecadou cerca de US$ 539 milhões mundialmente e, de acordo com dados do CinemaBlend, se tornou uma das cinebiografias musicais mais vistas da história.

    Para fins de comparação, cinebiografias musicais de sucesso como Straight Outta Compton e Johnny & June arrecadaram, respectivamente, US$ 201 milhões e US$ 186 milhões mundialmente, valor bem abaixo do feito pelo filme da banda Queen.

    Mesmo O Rei do Show, um dos maiores sucessos musicais do ano passado, fica atrás de Bohemian Rhapsody na bilheteria mundial, pois o longa fez “apenas” US$ 435 milhões ao redor do globo.


    Bohemian Rhapsody | Cinebiografia do Queen ultrapassa marca de US$ 500 milhões de arrecadação

    Bohemian Rhapsody retrata a rápida ascensão de Freddie Mercury (Rami Malek) e do Queen ao sucesso. A trama ainda pretende explorar a relação do líder com os seus colegas de banda, Brian May (Gwilym Lee), John Deacon (Joseph Mazzello) e Roger Taylor (Ben Hardy).

    O elenco ainda conta com participações de Lucy Boynton, Mike Myers e Tom Hollander.

    A direção ficou por conta de Bryan Singer. Já o roteiro é assinado por Anthony McCarten, que foi indicado ao Oscar pelos dramas biográficos A Teoria de Tudo e O Destino de uma Nação.

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    Kevin Hart diz que apresentar o Oscar de 2019 será "a oportunidade de uma vida"

    O comediante Kevin Hart, de "Policial em Apuros", apresentará a cerimônia do Oscar pela primeira vez no próximo ano, anunciou em publicação no Instagram na terça-feira.

    "Estou muito feliz em dizer que finalmente chegou o dia de eu apresentar o Oscar", escreveu Hart sobre a maior premiação da indústria cinematográfica.

    "Nós também", respondeu a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza o Oscar, no Twitter (NYSE:TWTR). "Bem-vindo à família".

    Hart, de 39 anos, que também atuou no filme "Jumanji: Bem-vindo à Selva", de 2017, sucede o apresentador de talk show Jimmy Kimmel, que assumiu a função nos últimos dois anos.

    "Estou maravilhado simplesmente porque este era um objetivo na minha lista há muito tempo", escreveu Hart no Instagram, descrevendo o trabalho como "a oportunidade de uma vida".

    "Poder me unir à lista lendária de apresentadores que agraciaram o palco é inacreditável", acrescentou.

    Apresentar o Oscar é um dos trabalhos de maior prestígio do mundo do entretenimento, mas também o mais difícil, porque os apresentadores têm que equilibrar as expectativas dos astros de primeiro escalão na plateia e dos milhões de telespectadores com uma combinação de piadas internas e para todo o público.

    Hart é um dos poucos negros a apresentar o Oscar nos últimos 90 anos, tendo sido precedido por nomes como Chris Rock, Whoopi Goldberg e Sammy Davis Jr.

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    Marvel Studios responde ajuda da NASA para encontrar o Homem de Ferro

    Desde que o trailer de “Vingadores: Ultimato” chegou na sexta-feira passada (07), os fãs não pararam de falar sobre isso e ontem (10) até a NASA entrou na brincadeira, dizendo que poderia ajudar a encontrar Tony Stark (Robert Downey Jr.). O Homem de Ferro aparece na prévia se despedindo de Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), à deriva no espaço.

    “Ei Marvel, ouvimos falar a respeito do Tony Stark. Como sabemos, a primeira coisa a fazer é ouvir o controle de missão por ‘Vingadores, temos um problema’. Mas se ele não puder se comunicar, então recomendamos que as equipes terrestres usem todos os recursos para escanear os céus em busca do homem perdido”, disse o tweet, endereçado à Marvel Entertainment.

    Um pouco mais tarde, a própria Marvel respondeu, por meio do Marvel Studios, o braço responsável pelos filmes — a Marvel Entertainment cuida do merchandising e propriedades em todas as outras plataformas e o estúdio tem atuação em separado na Disney, já há alguns anos, a pedido do próprio CEO Kevin Feige.

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    O Retorno de Mary Poppins traz um pouco de mágica ao mundo.

    A volta de Mary Poppins aos cinemas traz um pouco de mágica mais que necessária a um mundo que vive tempos incertos, disse o elenco do novo filme a respeito da amada babá na quarta-feira, data da pré-estreia da atração da Disney em Londres.

    Mais de 50 anos depois de Julie Andrews conquistar crianças e adultos de todo o mundo com sua interpretação da babá rígida mas bondosa, "O Retorno de Mary Poppins" a mostra igual ao visitar os agora maduros Michael e Jane Banks em um momento de necessidade.

    Apesar do frio de dezembro, a pitoresca Alameda da Cerejeira do filme floresceu diante da casa de espetáculos Royal Albert Hall, já que várias das plantas decoraram a escadaria de uma réplica da casa dos Banks.

    A atriz britânica Emily Blunt liderou o elenco no tapete azul poucas horas depois de ser indicada a mais um prêmio pelo papel baseado nos livros de P.L. Travers.

    "Ela tem muita relevância para pessoas de todo o mundo quando as coisas parecem bastante frágeis", disse Emily à Reuters sobre sua personagem. "Ela é uma grande unificadora".

    A atriz disse que não conversou recentemente com Julie, que recebeu um Oscar em 1964 por sua atuação no "Mary Poppins" original, mas soube que ela viu a sequência.

    "Soube que ela acabou de ver o filme e o adorou, e isso significa muito para nós", disse Emily, que assim como Julie canta no filme.

    "Espero que as próximas gerações cantem estas canções... elas são cativantes e maravilhosas".

    O novo filme se passa cerca de 20 anos depois do primeiro, e as plateias conhecerão os três filhos do próprio Michael Banks.

    Lin-Manuel Miranda, criador do premiado musical "Hamilton", interpreta o acendedor de lâmpadas Jack -- papel semelhante ao do limpador de chaminés de Dick Van Dyke no original.

    "Mary Poppins não aparece quando tudo está bem. Mary Poppins aparece quando há problemas", disse. "Sinto que o mundo passa por um momento assustador, e por isso parece ser um filme que o mundo precisa neste momento".

    A última a chegar foi Meryl Streep, atriz dona de vários Oscar que também estrela a produção.

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    Aquaman

    Aquaman foi motivo de piada por muitos anos. Sua participação nos quadrinhos, por décadas, foi limitada a aparições secundárias e aventuras de pouca importância. Com o passar dos anos, o personagem ganhou espaço, mas nunca deixou de ser motivo de chacota - Cartoon Network e os Super Amigos ajudaram. Com a nova era da DC no cinema, porém, Zack Snyder transformou o Rei dos Mares, antes loiro e esbelto, em um brutamontes de cabelos longos vivido pelo tatuado Jason Momoa. Mas, para quem esperava mais uma empreitada sombria e densa, este filme desvirtua toda a premissa estabelecida nos longas anteriores do universo da editora.

    Aquaman é um carnaval de cores, criaturas e luzes. Um desfile de monstros e batalhas embaixo da água. Épico como Homem de Aço, mas sem a sisudez característica dos filmes de Snyder. O longa se sustenta pela identidade e respeito que tem à história do personagem, ainda que seja feito de altos e baixos extremos. O roteiro, simplório e sem nenhuma inspiração na parte cômica, abraça o ridículo e o transforma em algo heróico e condizente com a história do personagem. Além da excelência visual, o maior trunfo de Aquaman é ser ousado suficiente para apostar em uma estética cafona, mas hipnotizante, e que é potencializada por uma direção frenética do australiano James Wan.

    A missão não é só apresentar o Aquaman, mas toda a mitologia dos Sete Mares, incluindo a história do maior reino deles: Atlântida. Arthur Curry, filho da Rainha Atlanna com o pescador Thomas Curry, precisa reaver o trono que é seu por direito para evitar uma guerra entre a superfície e os reinos subaquáticos, que serão comandados por seu irmão, Orm. A tradicional negação do dever é a motivação inicial do protagonista, que é incentivado pelo seu par romântico, Mera, vivida por Amber Heard. E é da relação de ambos que vem a maior parte dos erros de Aquaman. Resumir somente na falta de química do casal seria injusto, já que as falhas se alastram para quase todos os momentos cômicos entre os dois. Heard não segura a mínima carga dramática necessária para criar empatia, nem Momoa consegue ter timing cômico para se tornar engraçado. É só constrangedor ver a relação dos dois evoluindo.

    A apresentação do mundo aquático, por outro lado, é um deleite para os olhos. Toda a direção de arte transmite a sensação de escala épica compatível com a grandeza da mitologia do herói. Mais que isso, Wan consegue tornar suas esquisitices de design em uma fantasia nunca vista em um filme do gênero - Aquaman é, possivelmente, o longa de herói mais bonito feito até aqui. Sem vergonha da breguice, exagero de cores ou neon, o filme flerta com o cafona a todo instante e está confortável com isso, o que acaba criando um universo rico e único. Se sentir em Atlântida é um dever mais do que cumprido, assim como a credibilidade alcançada na diversidade de espécies naquele mundo. Ninguém parece genérico, nada parece gratuito e quase tudo parece vindo direto de uma discoteca dos anos 1980, com fantasias e sons que se conectam pela psicodelia e têm quase nenhum sentido junto - mas no fim das contas, tudo combina.

    É fato que Momoa se diverte como Aquaman, mas ainda sofre com qualquer exigência que vá além de seu carisma mudo e instantâneo. Por outro lado, Patrick Wilson se destaca por incorporar o tom exagerado do filme com seu ótimo Orm. De armadura cintilante e loiro impecável, o Mestre dos Mares compõe outro êxito do filme, ao lado do Arraia Negra vivido por Yayha Abdul Mateen II. O primeiro incorpora a megalomania de um filho que teve o trono negado, enquanto o outro é a personificação da vingança simples e pura. Os dois funcionam bem e são ajudados pelo visual impecável, construído a partir dos quadrinhos de Ivan Reis e Geoff Johns - boa parte dos povos, aliás, são inspirados no arco da dupla.

    Com Aquaman, James Wan assinou um filme de herói com suas virtudes e falhas. Tem um visual excelente, ação com escala, impacto e tensão, mas peca na hora de criar relações verdadeiras entre os personagens. Apesar disso, o mundo criado ao redor do casal protagonista é tão bem estruturado e tem identidade tão particular que tais defeitos são sobrepostos. A coragem de rir do próprio ridículo, colocando o herói para falar com peixes ou cavalgar um cavalo marinho, dão ainda mais crédito ao filme. Consciente da fantasia que propõe, Aquaman se diverte como nenhum outro herói da DC se divertiu nos últimos anos e leva o público junto, sem a caracteristica sombrias tipica de seus filmes.

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