OPEP não consegue chegar a um acordo
A Organização dos Países Produtores de Petróleo não conseguiu chegar a um acordo sobre a política de cortes para os próximos meses após os Emirados Árabes Unidos - aparentemente apoiado pelo não-membro Rússia - ter argumentado que o bloco deveria aumentar a produção em 500 mil barris por dia em 1º de janeiro.
O consenso, antecipado por dos membros mais poderosos do grupo, a Arábia Saudita, era de que a produção seria congelada no atual patamar por mais três meses. A OPEP deve tomar uma decisão final na próxima quinta-feira (3).
Opep+ decide sobre os níveis de produção
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados finalmente se reunirão para decidir a política de produção para os próximos meses.
As expectativas de que o bloco ampliado, que inclui a Rússia, congelasse a produção nos níveis atuais diante da recente desaceleração econômica na Europa e nos Estados Unidos foram substituidas por dúvidas dúvidas, em meio a relatos de pressões russas por um aumento modesto da produção a partir do início do próximo ano.
A Argus Media relatou que a Rússia propôs aumentar a produção em 500.000 barris por dia em incrementos mensais durante o primeiro trimestre. O bloco está atualmente mantendo um corte de 7,68 milhões de barris por dia na produção em uma tentativa de reequilibrar a oferta e a demanda desde a pandemia.
Especialistas da OPEP se reunem
Especialistas técnicos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo se reunirão para revisar a situação do mercado global de petróleo e estão programados para entregar uma recomendação aos ministros sobre ajustar ou não a produção do bloco.
Mudanças não são esperadas, visto que a Arábia Saudita, maior produtora do bloco, já se comprometeu unilateralmente com um corte de 1 milhão de barris por dia nos próximos dois meses.
Mas há possibilidade de que o grupo recomende alguns ajustes nas cotas de membros individuais. Os ministros da OPEP, junto com os de aliados, incluindo Rússia e Cazaquistão, devem assinar a política para o próximo mês na quarta-feira.
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Opep corta novamente previsão de demanda mundial por petróleo.
A Opep cortou nesta quinta-feira sua previsão de crescimento da demanda mundial por petróleo em 2022 pelo segundo mês consecutivo, citando o impacto da invasão da Ucrânia pela Rússia, o aumento da inflação e o ressurgimento da variante Ômicron do coronavírus na China.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) disse em relatório que a demanda mundial aumentaria 3,36 milhões de barris por dia (bpd) em 2022, uma queda de 310.000 bpd em relação à previsão anterior.
A guerra na Ucrânia elevou os preços do petróleo brevemente acima de 139 dólares o barril em março, o maior nível desde 2008, piorando as pressões inflacionárias. No relatório a Opep cita sugestões de que a China, com severos lockdowns contra a Covid-19, está enfrentando seu maior choque de demanda desde 2020, quando o uso de petróleo despencou.
Mas, a organização ainda espera que o consumo mundial ultrapasse a marca de 100 milhões de bpd no terceiro trimestre e que a média anual de 2022 supere a taxa pré-pandemia de 2019. Ela também citou o aumento da inflação e o aperto monetário contínuo, e reduziu a previsão de crescimento econômico deste ano para 3,5% de 3,9%, acrescentando que o potencial de alta era “bastante limitado”.
O relatório mostrou que a produção da Opep em abril aumentou 153.000 bpd, para 28,65 milhões de bpd, ficando atrás do aumento de 254.000 bpd permitido pela Opep sob o acordo da Opep+.
A previsão de crescimento para a oferta de não membros da Opep em 2022 foi reduzida em 300.000 bpd, para 2,4 milhões de bpd. O grupo cortou sua previsão para a produção russa em 360.000 bpd e deixou sua estimativa de crescimento da produção dos EUA praticamente inalterada.
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